O processo cognitivo na perspectiva da autoeducação
A aquisição do conhecimento no entendimento da autoeducação inicia-se com a percepção do ambiente pelos sentidos (audição, visão, paladar, tato e olfato). As informações, assim obtidas, são denominadas poéticas, pois não há intenção prévia de compreender-se os fatos, mas a sua pura e simples captação.
No entanto, nenhum fato seria estudado se não houvesse ali uma necessidade real percebida pelo indivíduo. O interesse de aprofundar-se num determinado assunto geralmente dá- se pelo desejo de fazer prevalecer algum ponto de vista.
O indivíduo utiliza-se da retórica, sendo a habilidade de transmitir uma ideia ou argumento, pela qual ele convence outros de uma hipótese/crença. Quando a hipótese/crença é definida, ela tende a acumular-se numa massa. Essa massa é um conglomerado de opiniões divergentes, derivadas do exame que cada indivíduo fez de um determinado fato por perspectivas diferentes e não articuladas umas às outras. Isso suscita um conflito geral e cria a necessidade de alguém para articular, com sensatez, os diversos pontos de vista.
Aqui entra em cena o papel do professor, realizando o exame dialético dos discursos divergentes para, racionalmente, através de depurações, impugnar opiniões falsas. O estudante, por meio dessas depurações sucessivas, passa a dispor de um objeto passível de demonstração científica, pelo qual se averiguar a razoabilidade da crença admitida na vontade e admite-se a certeza científica no pensamento dialético, no modelo de Aristóteles.
Imaginação ou poética: é o meio pelo qual o discurso poético abre a imaginação ao reino da possibilidade e do mito;
Vontade ou retórica: é o meio pelo qual um indivíduo leva outros à vontade de admitir uma crença;
Pensamento Dialética: é o meio pelo qual se averigua a razoabilidade da crença admitida na vontade;
Certeza Lógica: o meio da demonstração ou certeza científica da crença admitida no pensamento dialético.
Em resumo, a autoeducação inicia-se pelo interesse próprio do indivíduo em compreender o mundo. O interesse é transformado em ação através das etapas demonstradas no diagrama abaixo:
Diagrama 1: As fases do processo cognitivo
Professora Nivia Lanznaster
nivia@eteach.com.br
REFERENCIA


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