Autoeducação e liberdade


A  liberdade de ensinar e aprender na perspectiva da autoeducação, tem suas raízes na  tradição nascida com Aristóteles, liberdade significa três coisas:

  • Ser livre é saber a verdade.

  • Liberdade significa viver por um propósito nobre.

  • Viver livremente é doar-se generosamente, mesmo com sacrifício, aos outros.

A liberdade tem sua fonte nas tradições antigas  da filosofia e arte antigas, a  liberdade começa na unidade. As características de uma educação livre contem os seguintes elementos:

  • Todos os humanos desejam saber.

  •  Cada aluno tem uma afinidade natural com o que é verdadeiro, bom e belo.

  •  Respeito de nossa natureza humana comum.

Na prática educativa de autoeducação, os professores orientam seus alunos para buscar a plenitude da realidade, ensinam para ver que a ordem da realidade vem de dentro e de fora de cada um de nós. A concepção de indivíduo na abordagem de autoeducação: capacidade de criar, inovar e de descoberta. 

Os professores e os alunos precisam uns dos outros e se beneficiam mutuamente: o conhecimento é obtido em conjunto nas várias fases acadêmicas, através de práticas, por exemplo, de conversação e leitura de grandes obras de herança cultural.  O principal objetivo é compreender a realidade, coletar e manter  na memória individual e coletivamente o conhecimento e expressar para terceiros.

A autoeducação tem como um dos alicerces a liberdade, isto implica a responsabilidade individual, o conhecimento de quem somos, experiência de ser livre conectado aos objetivos de aprendizagem. O caminho da autoeducação não é reinventar a verdade, mas revelar a verdade.

 Agostinho de Hipona (354 – 430 dC.), diz que toda vontade humana corresponde a algum objetivo virtuoso para a natureza humana. O desejo natural de saber precisa de instrução contínua para passar da curiosidade natural (inquisitio) que Agostinho chama virtude do amor pelo aprendizado (amor studentium). Para Agostinho, a psique humana é uma força complexa de intelecto, memória e vontade, onde razão e desejo se combinam para moldar as escolhas e, em última instância, a vida.

O trabalho da autoeducação, é o trabalho estimular  a vontade nata para descobrir coisas (inquisitio), e gerar novo desejo onde não há, desenvolver hábitos virtuosos como o amor ao estudo, paciência, atenção, perseverança, capacidade de adiar a gratificação e, mais importante, um novo prazer em descobrir algum aspecto da verdade do assunto em consideração.

O cultivo  da vontade natural por saber resulta em um novo esforço, ou “vontade” conectado ao afeto do aprendiz para abraçar o conhecimento recebido sobre o assunto e gostar e saber o motivo daquilo que busca é a base para  sustentar o esforço contínuo de estudar.

Agostinho, ensinou que o amor pelo tema de estudo tem consequências de como estudamos e ensinamos. O loop da autoeducação: personalização, personificação e expressão cognitiva precisa estar como diz Agostinho permeadas de amor, interesse e liberdade para buscar a revelação da verdade.  

 Referencia


Autoeducação: conceitos, métodos e práticas de ensino de estudo individual https://www.amazon.com/Autoeduca%C3%A7%C3%A3o-conceitos-pr%C3%A1ticas-individual-Portuguese-ebook/dp/B08HW2Z2G3 



Professora Nivia Lanznaster
nivia@eteach.com.br

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