Autoeducação e liberdade
Ser livre é saber a verdade.
Liberdade significa viver por um propósito nobre.
Viver livremente é doar-se generosamente, mesmo com sacrifício, aos outros.
A liberdade tem sua fonte nas tradições antigas da filosofia e arte antigas, a liberdade começa na unidade. As características de uma educação livre contem os seguintes elementos:
Todos os humanos desejam saber.
Cada aluno tem uma afinidade natural com o que é verdadeiro, bom e belo.
Respeito de nossa natureza humana comum.
Na prática educativa de autoeducação, os professores orientam seus alunos para buscar a plenitude da realidade, ensinam para ver que a ordem da realidade vem de dentro e de fora de cada um de nós. A concepção de indivíduo na abordagem de autoeducação: capacidade de criar, inovar e de descoberta.
Os professores e os alunos precisam uns dos outros e se beneficiam mutuamente: o conhecimento é obtido em conjunto nas várias fases acadêmicas, através de práticas, por exemplo, de conversação e leitura de grandes obras de herança cultural. O principal objetivo é compreender a realidade, coletar e manter na memória individual e coletivamente o conhecimento e expressar para terceiros.
A autoeducação tem como um dos alicerces a liberdade, isto implica a responsabilidade individual, o conhecimento de quem somos, experiência de ser livre conectado aos objetivos de aprendizagem. O caminho da autoeducação não é reinventar a verdade, mas revelar a verdade.
Agostinho de Hipona (354 – 430 dC.), diz que toda vontade humana corresponde a algum objetivo virtuoso para a natureza humana. O desejo natural de saber precisa de instrução contínua para passar da curiosidade natural (inquisitio) que Agostinho chama virtude do amor pelo aprendizado (amor studentium). Para Agostinho, a psique humana é uma força complexa de intelecto, memória e vontade, onde razão e desejo se combinam para moldar as escolhas e, em última instância, a vida.
O trabalho da autoeducação, é o trabalho estimular a vontade nata para descobrir coisas (inquisitio), e gerar novo desejo onde não há, desenvolver hábitos virtuosos como o amor ao estudo, paciência, atenção, perseverança, capacidade de adiar a gratificação e, mais importante, um novo prazer em descobrir algum aspecto da verdade do assunto em consideração.
O cultivo da vontade natural por saber resulta em um novo esforço, ou “vontade” conectado ao afeto do aprendiz para abraçar o conhecimento recebido sobre o assunto e gostar e saber o motivo daquilo que busca é a base para sustentar o esforço contínuo de estudar.
Agostinho, ensinou que o amor pelo tema de estudo tem consequências de como estudamos e ensinamos. O loop da autoeducação: personalização, personificação e expressão cognitiva precisa estar como diz Agostinho permeadas de amor, interesse e liberdade para buscar a revelação da verdade.
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